Clique aqui caso não consiga visualizar corretamente a mensagem

Rio Verde Investimentos - Opinião

Os mercados financeiros se recuperaram. Vamos olhar mais à frente.
Outubro/2009

A recuperação em forma de “V” da economia brasileira, do mercado financeiro brasileiro e principalmente do mercado de ações, tem surpreendido muita gente neste ano. 

No mercado de ações vemos uma grande variedade de reações ao desempenho da bolsa. Muitos que estavam fora da bolsa no início do ano não entraram e estão até hoje esperando uma “realização” para se posicionarem. Outros estão tão impressionados com a recuperação, que já trocaram o pânico pela euforia. Os mais cautelosos, afinal de contas ser cauteloso sempre parece mais inteligente, teorizam que depois de uma alta sempre vem uma baixa, como se o mercado financeiro respeitasse as leis da física. 

Não é por nenhuma dessas formas que estamos vendo o momento atual ou projetando o futuro. O ponto de partida da nossa análise é a mudança estrutural pela qual o Brasil passa em decorrência da queda dos juros com estabilidade da inflação. Não tínhamos isso antes e temos isso agora. Faz uma diferença enorme. 

Para a economia, juros baixos significam um aumento do volume e expansão do prazo dos créditos, maior volume de investimentos, menor custo de carregamento da dívida pública, mais desenvolvimento. Para os investimentos financeiros, juros baixos justificam maior apetite ao risco e maior valorização de ativos reais. 

Outro ponto que temos que ressaltar para entender o momento aparentemente surpreendente do Brasil é a agilidade do setor privado brasileiro em se adaptar primeiramente ao cenário de crise e na sequência em tirar proveito da nova realidade econômica. Vejam que em 2009 já tivemos movimentos significativos de reestruturação nos setores de frigoríficos, bancos, açúcar e álcool, papel e celulose dentre outros. Ao contrário de 2008, em 2009 Perdigão e Sadia fazem parte do mesmo grupo empresarial, assim como JBS e Bertin, Marfrig e Seara, Cosan e Nova America, Itaú e Unibanco, VCP e Aracruz. O acesso ao crédito ou a falta dele justifica a aceleração dessas fusões que visam dotar o Brasil de empresas com escala mundial. 

Impressiona que tudo isso que estamos vivendo aconteça num período em que as sinalizações da economia mundial não estão totalmente claras. Os EUA acabam de divulgar que atingiram o patamar de 9,8% de desemprego, um recorde para os últimos 25 anos. A Espanha também envolta com recorde de desemprego lida com a necessidade de implementação de um rígido pacote fiscal. A recuperação econômica mundial definitivamente não é uniforme. 

Para 2010 as projeções dos economistas indicam que a economia brasileira vai crescer acima dos 5%, podendo chegar aos 6%. Por conta desse “crescimento chinês”,  começam a surgir preocupações com a inflação. O mercado futuro de juros já sinaliza a necessidade de elevação da taxa em 2010 para evitar que a economia cresça além das suas possibilidades.

Outro foco de preocupações dos economistas é a frágil situação da economia norte-americana, atolada em um déficit fiscal monumental. Se houver qualquer deslize na gestão desse equilíbrio, poderemos ter problemas por lá que inevitavelmente terão repercussão também no Brasil.

Entretanto, não vamos “sofrer por antecipação” e atribuir peso demasiado aos riscos, desprezando as oportunidades. Na nossa balança de riscos e oportunidades estamos otimistas com relação à economia brasileira para os próximos anos. Para ser um pouco mais preciso, vemos uma tendência brilhante de evolução até 2016 pelo menos.  

O anúncio da vitória da candidatura RIO 2016 veio completar o cenário positivo que já era composto por estabilidade econômica, crescimento de renda e investimento, projetos do Pré-Sal e Copa do Mundo 2014. Ajuda a criar um ambiente de negócios ainda mais favorável, com a melhora da percepção de riscos e aumento do fluxo de recursos do exterior. 

Essa tendência positiva autoriza os investidores a assumir mais riscos nas suas finanças. Não se assustem com o patamar atual de preços das ações, próximo das máximas históricas. A realidade do futuro não guarda relação com o passado, quando as perspectivas para a economia eram outras. 

Neste ambiente de euforia olímpica que vivemos, lembrem-se de que os investimentos em ações não são provas de 100 metros rasos. Assemelham-se muito mais às maratonas onde fôlego, estratégia e paciência têm mais valor. 

O histórico de desempenho mostra que os gestores da Rio Verde Investimentos sempre performaram muito bem em cenários como o atual, dado nossa capacidade de coletar informações junto às companhias, analisá-las e processá-las corretamente. Não tem sido diferente desta vez e temos proporcionado retornos destacados quando somos comparados com os respectivos benchmarks (índices de referência) de cada fundo ou com nossos concorrentes.

 

------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Leia outras cartas