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Crise e Recuperação Durante o período mais agudo da crise para o mercado financeiro, enviamos um comunicado para nossos investidores recomendando serenidade. Nada mais poderia ser falado naquele momento onde tudo parecia nebuloso. As ações caíram mais de 50% em apenas três meses e muitos de vocês nos ligaram requisitando uma opinião ou luz em meio às trevas. Acredito que a imprensa de um modo geral contribuiu muito para a agudez da crise. Deu voz preferencialmente aos analistas que comparassem a crise atual com a crise de 1929 ou que confirmassem um cenário de depressão econômica, o que sabemos agora ser uma verdadeira “bobagem”. A grande maioria nos ouviu ou leu em nossa carta que “o fundamento e a realidade, cedo ou tarde, acabam prevalecendo e a onda de pessimismo acaba se esvaziando” ou que “comprar ações de boas empresas com o Ibovespa ao redor de 40.000 pontos pode significar uma ótima oportunidade de investimento.” Em meio ao pânico da bolsa que despencava para menos de 30.000 pontos, fizemos a carta de outubro de 2008, com um convite a você, nosso parceiro, a “examinar o mundo real da economia” e “separar o que de fato é a realidade daquilo que é fruto de atitudes emocionais”. A serenidade funcionou. [1] Ao final de abril, a bolsa está no patamar dos 47.000 pontos. A economia real aos poucos vai se ajustando (a velocidade é menor que no mercado financeiro) e em 1 ou 2 semestres teremos a convergência da economia real com o mercado financeiro. O final da fase aguda da crise não quer dizer que voltaremos automaticamente ao que tínhamos em 2007. Certamente teremos um ambiente econômico mundial menos favorável para os próximos anos, com crédito menos abundante e menores possibilidades de crescimento. Teremos que lidar, por exemplo, com os impactos fiscais do imenso esforço que as principais economias do mundo estão fazendo para evitar que a crise desemboque em uma depressão econômica. Felizmente o pior momento para o mercado financeiro ficou para trás. Eis que é chegado o momento da recuperação Na linha de manter um diálogo aberto, aproveitamos agora esse novo momento para agradecer a confiança e comunicar a todos os nossos investidores a visão da Rio Verde para o período que vem pela frente. De certa forma podemos dizer que o Brasil lucrou com esta crise. A maxi desvalorização do real imposta nos primeiros meses mais agudos da crise resolveu de imediato o desequilíbrio das contas externas que colocava em risco a competitividade de muitas empresas. A necessidade de estimular o crescimento e o crédito tem feito o Banco Central flexibilizar os compulsórios dos bancos e reduzir juros de forma muito mais rápida que o conservadorismo dos diretores do Banco Central permitiria em tempos normais. O Brasil está preparado para a partir de um estímulo da economia mundial voltar a crescer. Muitos investidores estrangeiros já perceberam isso. Temos visto entrada de recursos no país para investimentos financeiros, tanto em Renda Fixa como em Ações. Nossa experiência mostra que não existe melhor momento para se ganhar dinheiro com ações do que os períodos de saída de crise. A saída dessa crise, nas atuais condições que o Brasil e as empresas se encontram, pode abrir mais 5 anos de bons retornos com investimentos em ações. Temos que olhar para a frente, aproveitar esse movimento, pois a queda, quando vem, é certa e não tem como escapar. Da mesma forma, a recuperação acelera os ganhos dos investidores, especialmente nos primeiros meses de retomada. Aumentar aos poucos a exposição ao mercado de ações, a preços mais atrativos que foram no passado é uma estratégia que pode antecipar ganhos expressivos. Esse parece ser o momento. Se estivermos corretos, não se pode hesitar. Assim como o Brasil, a Rio Verde Investimentos inicia essa nova fase mais forte e mais preparada para o futuro. Aproveitamos a crise para simplificar a estrutura, agilizarmos alguns processos internos, trazer profissionais mais experientes e focar ainda mais tempo e os recursos à gestão de investimento. Já são quase seis anos de existência da Rio Verde. Neste período relativamente curto para nosso projeto, vimos muitas empresas com propósitos similares sendo criadas e muitas sendo fechadas. A Rio Verde está aí, presente e recriando-se a cada dia. As dificuldades sempre existiram e continuarão a existir. Mas o que importa é que a cada novo ciclo, saímos mais fortes e obstinados em nossa missão de produzir resultados aos nossos investidores. [1] a carta de outubro de 2008 pode ser acessada pelo site da Rio Verde ou se preferir entre em contato conosco que teremos o prazer de reenviá-la Rio Verde Investimentos São Paulo, 30 de abril de 2009 |